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Dicas para criar uma experiência de “trabalho de casa” acessível a todos

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Qualidade vs. Quantidade: como o trabalho digital diminuiu as horas de trabalho e trouxe mais sucesso para a empresa.

Com grande parte do mundo profissional em transição para o trabalho remoto e a ampla aceitação do conceito entre a administração corporativa, anteriormente cética, a ideia tradicional de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal está a ser empurrada em novas direções, incluindo um conceito de trabalho-vida-turismo remoto nunca antes imaginado.

 

Drew Sing, gerente de produtos de crescimento totalmente remotos trabalha numa start-up de tecnologia, mora e trabalha em Lisboa, Portugal, desde o início de março, após alguns meses em Londres. Planeou voar de regresso para os EUA em maio e até reservou três voos de volta, cada um com uma política de 24h de cancelamento, mas face às tendências do COVID-19 nos EUA e na Europa,

“cada dia que passei aqui, disse: ‘acho que vou ficar’. Acho que este é um lugar seguro para ficar durante estes tempos sem precedentes.’”

 

Dicas para criar uma experiência de “trabalho de casa” acessível a todos, que promove a qualidade do trabalho e evita exceder o tempo aconselhado para a atividade de ecrã.

 

Cada vez mais pessoas transacionam para o mundo do trabalho remoto, estamos face a uma década de novas aprendizagens e maneiras de trabalhar: o que é necessário para sermos mais produtivos e bem-sucedidos desde casa. Ao pensarmos em como interagimos virtualmente com os nossos colegas, é importante, por exemplo, ter em mente a acessibilidade para pessoas com deficiência. Um estudo reuniu testemunho de funcionários com deficiência sobre como criar reuniões e experiências virtuais nas quais funcionários de todas as habilidades possam participar e, o mais importante, sentirem-se capacitados para trazer seu eu autêntico para o trabalho. Estes reagiram positivamente à ideia e deixaram um feedback positivo, declarando que os últimos meses, desde a transição para o trabalho digital, têm recuperado a calma e a capacidade de foco, sublinham a importância de menos ruídos na rua e diminuição da sensação de perda de objetivos. Outro ponto positivo foi a presença e descoberta online, que permitiu a muito uma inclusão social afastada das suas aparências ou dificuldades sensoriais, factos que não têm consequências no mundo digital.

 

Prepare-se para um trabalho produtivo em casa

 

Um “escritório doméstico” parece diferente para cada pessoa. Os funcionários devem procurar fazer acomodações para atender às suas necessidades laborais e ter disponível uma ferramenta de apoio técnico onde podem colocar as suas dúvidas, sem necessidade de interação física. Assuntos como avaliações virtuais, programas de legendagem e interpretação remotos, etc.

O “escritório doméstico” é um conceito relativamente antigo, mas que ganhou fama no decorrer dos últimos anos. Na verdade, este modelo de trabalho pode ser assustador e promover a sensação de “desintegração social”, ou receio de perder o trabalho mais rapidamente. Contudo, o modelo doméstico vem trazer uma dinâmica de trabalho que promove a qualidade do trabalho ao invés da quantidade de horas passadas em escritório. Deste modo, se um bom funcionário prova que consegue realizar o mesmo trabalho que faria, anterior à pandemia, em 8h, agora faz em 4h, terá mais tempo para realizar tarefas extra e conduzir a empresa ao sucesso. Ao mesmo tempo, o melhor aproveitamento reflete-se em maior flexibilidade horária, confiança interna da empresa e dos chefes de departamento e sucesso geral, laboral, pessoal e social.

 

Concentre-se na inclusão dentro das reuniões.

 

O trabalho remoto depende muito de vídeo conferências e o envolvimento pode ser um desafio. Escolha uma plataforma que seja compatível com vários softwares e de fácil acesso, certifique-se de ativá-la em todas as reuniões com 50 ou mais pessoas, ou para públicos menores. Peça a todos que liguem suas câmeras de vídeo e proponham um moderador para que as pessoas não falem umas sobre as outras – não é apenas um benefício para quem lê lábios! Além disso, abra espaço para as pessoas que podem não se sentir tão confortáveis ​​para falar em uma vídeo chamada – e certifique-se de perguntar se alguém tem perguntas perto do final.

Procure sempre ter em atenção as dificuldades dos outros funcionários. Pergunte-se se há surdos, deficientes auditivos ou cegos, se existem pessoas com diferentes sensibilidades ou que não se dão bem com tecnologias. Se é altura de falar ou apresentar algo, é uma mais valia indicar aos restantes colegas para que não se esqueçam de aumentar o volume, colocar em fullscreen e outras normas que promovam o bom funcionamento nas vias digitais.

 

Entenda que todos trabalhamos e aprendemos de maneira diferente. Mudanças rápidas para o trabalho remoto são mais fáceis para alguns do que para outros. Incentive as equipes a compartilhar as melhores horas de trabalho e a bloquear horários ao longo do dia para intervalos e trabalho ininterrupto e lembre-se de que mostrar flexibilidade e compaixão são um meio de integração social.

 

 

 

 

Fontes consultadas:

COVID-19 Response: Digital Accessibility and Other Best Practices for Remote Work

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