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Boas práticas

Bem-Estar Profissional: Máximo Aproveitamento com Trabalho Digital

Se o ritmo do mundo antes do Covid-19 já era rápido, o luxo do tempo agora parece ter desaparecido completamente. As empresas que planeavam uma estratégia digital em fases de um a três anos agora devem conceber iniciativas em questão de dias ou semanas.

Uma pesquisa realizada na Europa constata que cerca de 70% dos executivos da Áustria, Alemanha e Suíça disseram que a pandemia certamente acelerará o ritmo de transição para o mundo digital. A aceleração já é evidente em todos os setores e geografias, contudo agora numa escala global mais acentuada.
Esta crise fornece um vislumbre súbito de um mundo futuro, no qual o digital se tornou central para todas as interações, forçando organizações e indivíduos a subirem ainda mais na curva de adoção quase da noite para o dia. Um mundo no qual os canais digitais se tornam o principal (e, em alguns casos, o único) modelo de engajamento do consumidor e os processos de automatização tornam-se os principais impulsionadores da produtividade – e a base de cadeias de distribuição. Um mundo no qual formas ágeis de trabalhar são um pré-requisito para atender às mudanças aparentemente diárias no comportamento humano, dentro dos mercados.

Apesar do papel central das empresas em responder às várias frentes ao mesmo tempo: ao mesmo tempo em que trabalham para proteger a segurança de seus trabalhadores, mas também devem salvaguardar sua viabilidade operacional. Contudo, são os trabalhadores aqueles que assumem o papel de transição em sistema universal, causando traumas e ideias erróneas e pré-concebidas acerca da realidade do trabalho digital.

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Ser empregado sem sair de casa não deve causar stress nem transtorno. Aliás, segundo vários estudos realizados nas áreas da psicologia e sociologia em 2019 provam que a transição pode ser saudável, promover a estabilidade e o sucesso, de tal modo que o trabalho – antes radicalmente idealizado como uma caixa no sistema – pode até ser reinventado para um modelo que promove a qualidade produzida ao invés da quantidade de horas dispendidas. Deste modo, o futuro é prometedor tanto para a economia, como para o desenvolvimento pessoal e cognitivo dos trabalhadores.

Contudo, foi o apego e urgência pintada pelos media e pelos factos em volta do Covid-19 que geraram um bloqueio e tornaram o trabalho digital não apenas uma opção, mas a nova norma. Em suma, muitos funcionários começaram a sentir-se em medo, frustração e incapacidade de adaptação ao novo modelo de vida.

O bloqueio deu a muitos indivíduos uma impressão falha do trabalho digital, ou seja, a sua experiência ocorreu durante circunstâncias excepcionais, que os levou a tirar conclusões falsas sobre o trabalho digital.

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Como modo de obter alguma paz durante estes tempos, aqui estão três dicas de bem-estar digital durante o surto do Covid-19 e no futuro:

    1. Utilize os modelos digitais para ‘retomar controlo’: podemos sentir-nos impotentes face a uma epidemia global, mas podemos usar as nossas
      tecnologias para recuperar alguma sensação de controlo e autonomia nas nossas vidas. Deste modo, pense em modos de utilizar as tecnologias, pode
      ser tão simples como aproveitar a tecnologia para fazer planos para o futuro, comprar bilhetes de avião e planear uma viagem, ou gerir listas ou
      agendas, combinar eventos com outras pessoas ou até mesmo realizar compras online. A chave é estar ativo (em vez de ser um agente passivo no
      mundo digital) e pensar nestes modelos como facilitadores. Por exemplo, podemos considerar a redução do tempo de ecrã (streaming, visualização,
      rolagem) e equilibrar o tempo de visualização passivo com interação ativa (trabalho, criação).
    2. Aproveite o mundo digital para cultivar relacionamentos: o distanciamento social pode ser bom para a saúde física, mas o isolamento
      é conhecido por ser tóxico para a saúde mental. Portanto, aproveite esta oportunidade para se reconectar digitalmente com um amigo, familiar ou
      conhecido que nunca teve a ocasião de entrar em contato com por muitos anos. Outro conselho, procure cultivar relacionamentos existentes com
      eventos online regulares. Estar disponível para ajudar os outros pode proporcionar um sentido de propósito e acalmar a ansiedade.
    3. Seja digitalmente inteligente: o nosso bem-estar é influenciado pelo sentido pessoal de competência, ou seja, a capacidade de enfrentar
      desafios, fazer escolhas inteligentes e cultivar a sensação de conquista ou sucesso. É uma oportunidade extraordinária e única para, por exemplo,
      fazer um curso online, ganhar aptidões pessoais ou fazer as coisas que realmente envolvem o ‘eu’.
      No sentido de não perder as capacidades motoras ou colapsar em dietas que se baseiam na perda de nutrientes essenciais, é aconselhável fazer
      download de alguma app de exercícios, de nutrição, relaxamento ou atenção plena (mindfulness). De modo geral, pense em como utilizar a
      tecnologia para estabelecer ou melhorar a sua rotina, dormir melhor, fazer exercícios e ter uma dieta saudável.

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Em chinês, os dois caracteres (危機) para crise implicam perigo (危) e oportunidade (機), abrindo uma porta para o extraordinário.

“Numa perspectiva de gestão, nomeadamente na área da informação, é fascinante ver como o bloqueio fez com que a maioria dos funcionários adotassem totalmente as ferramentas de trabalho digital, como plataformas de colaboração e ferramentas de videoconferência, para garantir que o trabalho gerasse 100%, mesmo remotamente, de novas maneiras.”  – Davidson, 2020

Como consequência, a competência digital aumentou consideravelmente nas primeiras semanas de quarentena, sublinhando as seguintes:

 

    • Os funcionários tornaram-se mais adeptos do uso de ferramentas digitais de trabalho, o que trouxe novas rotinas e hábitos de vida. É fundamental ter em
      conta que as ferramentas de trabalho digitais são flexíveis: incorporam várias possibilidades ao permitir e apoiar uma ampla variedade de práticas de trabalho
      sem a necessidade de customização técnica (Richter & Riemer, 2013). Consequentemente, os funcionários por todo o mundo começaram a
      experimentar e refletir sobre cenários de uso emergentes, como “chás matinais virtuais” ou “Zoom social depois do trabalho”.

 

    • Os executivos têm obtido conforto ao saber que o trabalho continua, mesmo quando os funcionários estão fisicamente distantes. Como um exemplo
      importante, o twitter.com anunciou que os seus funcionários teriam permissão para “trabalhar em casa para sempre” (Paul, 2020). Outros ainda estão hesitantes;
      no entanto os problemas comuns foram dissolvidos em muitos casos, por exemplo, que o trabalho digital reduz a velocidade de fazer as coisas (Eckhardt,
      Endter, Giordano, & Somers, 2019) ou que os trabalhadores que não estão visíveis estão ‘a relaxar’ (Hafermalz, 2020).

 

    • As organizações têm explorado um espectro mais amplo de modelos para se envolverem com os clientes e os consumidores estão crescentemente mais
      receptivos à comunicação por meios digitais (Knowles, Ettenson, Lynch, & Dollens, 2020).

 

 

Agora é a hora de reavaliar as iniciativas digitais: aquelas que providenciam benefícios a curto prazo para os funcionários, clientes e o amplo conjunto de partes interessadas pelas quais as empresas são cada vez mais responsáveis e aquelas que o posicionam para um mundo pós-crise. Neste mundo, algumas coisas voltarão à antiga normalidade, enquanto outras mudarão para sempre. Jogar pelo seguro agora, por mais ou menos compreensível que seja, costuma ser a pior opção.

Em resumo, nossa maior dependência digital durante a pandemia pode beneficiar nosso bem-estar, em vez de ser uma ameaça. O que precisamos de fazer é utilizar nossas ferramentas, nomeadamente aquelas que acedemos através de ecrãs positivamente para promover um senso de autonomia, relacionamento e competência.

 

 

Fontes consultadas:

Davidson R. The transformative potential of disruptions: A viewpoint. International Journal of Information Management. 2020 [Google Scholar]
Richter A., Riemer K. Malleable end-user software. Business & Information Systems Engineering. 2013;5(3):195–197. [Google Scholar]
Paul K. Twitter announces employees will be allowed to work from home ‘forever’ The Guardian. 2020 [Google Scholar]
Eckhardt A., Endter F., Giordano A., Somers P. Three stages to a virtual workforce. Management Information Systems Quarterly Executive. 2019;18(1):5. [Google Scholar]
Knowles J., Ettenson R., Lynch P., Dollens J. Growth opportunities for brands during the COVID-19 crisis. MIT Sloan Management Review. 2020  [Google Scholar]
Hafermalz E. Out of the panopticon and into exile: Visibility and control in distributed new culture organizations. Organisation Studies. 2020 doi: 10.1177/0170840620909962. [CrossRef] [Google Scholar]

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